Priscilla Antonielle é uma artista visual joalheira nascida em Paranavaí, uma pequena cidade do sul do Brasil. Hoje vive em São Paulo, onde desenvolve um trabalho autoral na área da joalheria artesanal, além de esculturas e objetos.
Em suas criações, questiona a ideia de valor dos materiais, transformando matérias-primas descartadas em obras de arte É formada em arquitetura e urbanismo e pós-graduada em história da arte. Se identifica profissionalmente como uma “artista alquimista”, pois também atua como terapeuta com as técnicas da alquimia, xamanismo e outros saberes ancestrais.
É formada em arquitetura e urbanismo e pós-graduada em história da arte. Participou em 2024 da exposição coletiva Refundação, através da Galeria Reocupa, no Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, com a obra “Tudo é feito das mesmas substâncias” que hoje faz parte do acervo do museu.

"Formalmente, meu trabalho privilegia estruturas orgânicas moldadas pela mão, onde o gesto permanece visível como rastro de transformação. Essas formas se inspiram nas texturas e morfologias do mundo animal e vegetal (escamas, cascas, sementes, conchas) sugerindo ciclos de decadência, regeneração e continuidade. Pigmentadas com substâncias extraídas da natureza, como óxidos, flores e folhas, as obras são concebidas como objetos vestíveis que ativam o corpo humano como lugar e meio. Através da proximidade com o corpo, meu trabalho propõe uma reconfiguração do valor, da matéria e da intimidade.
Minha prática parte do entendimento de que toda a matéria do planeta é feita das mesmas substâncias alquímicas. A partir disso, questiono as hierarquias de valor que atribuímos aos materiais nos sistemas de consumo, produção e desejo. Por meio de processos manuais e delicados, transformo embalagens descartadas (papel, plástico e metais) em formas escultóricas quase irreconhecíveis. Quando essas matérias encontram materiais tradicionalmente considerados preciosos na joalheria, surgem novas relações de significado e valorização.
Privilegio formas orgânicas que carregam o gesto da mão como vestígio de transformação. Inspiradas em texturas e padrões do mundo animal e vegetal — escamas, cascas, sementes, conchas — evocam ciclos de decadência, regeneração e continuidade. Pigmentadas com óxidos, flores e folhas, essas peças vestíveis dialogam com o corpo humano como lugar de experiência e mediação. Meu trabalho propõe, assim, uma reconfiguração poética do valor, da matéria e da intimidade, transformando o ordinário em extraordinário."